| SUGESTÃO
DE LIVRO
Título:
Luna na
Praça da Alfândega
Autor:
Marília Levacov
Editora:
JÁEditores
Preço:
R$
28,oo
ISBN:
978-85-87270-33-7
Palavras
chave: etnografia, estudos
etnográficos, cão, cachorro, labrador, Praça da Alfândega,
Porto Alegre, relação humano-cão
Onde
aquirir:
Na Palavraria (como
comprar); por
catálogo, na maioria das grandes livrarias ou direto na editora.
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Contra-capa:
A praça que a gente não
vê...
Luna é uma labradora. Faça chuva ou faça sol, ela
faz o seu passeio pela Praça da Alfândega, no coração
de Porto Alegre. Ao longo dos seus 11 anos ela já viu a praça
em todos os momentos: ao meio dia, duas da tarde, três da madrugada
com chuva em julho... Marília Levacov é uma escritora. Ela
acompanha Luna em seus passeios. As duas revelam uma Praça da Alfândega
que a cidade não conhece. Revelam a humanidade que povoa o dia
a dia da praça, a periferia que a cidade expulsa e que volta a
se instalar no seu coração. Luna atrai as pessoas, Marília
as disseca com humor e compaixão.
Orelhas:
Marília Levacov é moradora
do Centro de Porto Alegre desde a adolescência, e descende de uma
orgulhosa família de cachorreiros assumidos. As temporadas no exterior
para fazer mestrado e doutorado foram pausas temporárias numa vida
de doce convivência com cães de várias raças
ou sem-raças. Mas na sua cidade a carreira acadêmica não
a impediu de conviver com seus amados amigos de quatro patas. A mãe
da Luna (a personagem dessas crônicas), que foi uma labradora amarela
chamada Ana, acompanhava Marília diariamente às aulas na
Universidade Federal do rio Grande do Sul, razão pela qual sua
dona se tornou conhecida por Professora Levadoga. Depois de muitos cachorros
e de morar em outros lugares de Porto Alegre e do mundo, a autora retorna
ao Centro da cidade, desta vez tendo como companhia quadrúpede
uma velha labradora preta. Neste livro, narra um ano de freqüência
das duas à praça mais próxima, a da Alfândega,
e suas aventuras e interações com os demais freqüentadores.
Descrição
da autora:
Uma sequência de crônicas
bem-humoradas, em uma tentativa de um esboço etnográfico
da Praça da Alfândega, entre uma Feira do Livro e outra,
através da interação de seus frequentadores com a
cachorra labradora que vive comigo.
Opinião
de leitores
carta #1:
Li em uma "pegada", vc escreve muito bem. Aborda temas como
o declínio do centro de POA, a violência e o tráfico/uso
de drogas de forma delicada, tornado a leitura muito agradável.
Deve ter sido muito difícil vencer o preconceito e o medo para
conviver com mendigos, criminosos e prostitutas, mas como vc bem escreveu,
para os nossos amados cachorros, todos são iguais, basta que
ofereçam um afago... Além disso, o livro nos mostra, e remete
à reflexão, de que todas as pessoas têm um lado bom
e humano, como o exemplo do traficante da banca de CDs que cuida vc à
noite, nos passeios com a Luna. Enfim, a diversão foi garantida
e o capítulo da perseguição ao filhote, junto ao
São Pedro, rendeu-me boas risadas! Já indiquei o "Luna
na Praça da Alfândega" para vários amigos e,
certamente, será presente de Natal de muita gente!
carta
#2:
O livro descreve com muita graça o duro e amargo universo do
centro da cidade, em especial o da Praça da Alfândega mas
poderia ser o e qualquer praça em qualquer grande centro urbano
brasileiro. Conheço a mendiga do Teatro São Pedro e sei
que aconteceu a mesma história entre ela e minha mãe, que
ainda mora na Riachuelo. Apesar de ser um universo muito triste, acho
que tú o descreves sem cair na amargura e sempre com um toque irônico
ou mesmo escrachadamente engraçado. Foi uma delícia ler
o texto, li tudo em uma única noite, reconhecendo locais e eventos
da minha adolescência que achei estarem perdidos. Parabéns.
carta
#3:
Queria te parabenizar pelo livro. Que bom
que nos franqueaste o acesso a histórias tão singelas (e,
em razão disso, tão interessantes). Sinceramente, me deliciei
com tua narrativa! Meus cumpimentos e meu genuíno pedido
de que não pares por aqui. Certamente não sou a unica a
estar com o gosto de quero mais! |